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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Nota do dia (iii)

Nos comentários a esta notícia sobre o parecer favorável da Câmara de Lisboa ao projecto de Bruno Soares para o Terreiro do Paço, houve alguém que escreveu o seguinte:

Que lindo que fica o Terreiro do Paço então aquele pilaretes no meio do rio são um espectáculo. Os turistas é que , vão apreciar muito, até vivas vão dar à beleza daquele lugar.

Quais pilaretes? Será que a personagem quer dizer as colunas do Cais das Colunas, o mesmo que está hoje à beira-rio e que já lá está desde o começo do século XX? Será possível que as sucessivas obras no Terreiro do Paço apagaram da memória de alguns o que já lá está há 100 anos? Ou o comentador é simplesmente uma criatura do mesmo calibre da outra que em tempos afirmou que os culpados do terreno acidentado de Lisboa eram os mouros, por terem construído a cidade nas colinas?


Eu nem sou grande fã do projecto para o Terreiro do Paço, a começar pelo facto de ter sido escolhido sem concurso público. Mas há gente bimba que devia era estar calada e instruir-se antes de dar opinião sobre o que quer que seja. Assim vai a qualidade de parte da opinião pública portuguesa...

domingo, 12 de abril de 2009

Nota do dia (ii)

Ontem à noite, enquanto lia a biografia de El-Rei D. João I - que, aliás, celebrou ontem 652 sobre o seu nascimento - descobri que Portugal esteve à beira de ter um monarca chamado Fradique. Sim, isso: Fradique! Bonito nome, não? Era filho ilegítimo de Henrique II de Castela e esteve prometido em casamento a D. Beatriz, única filha e herdeira legítima do nosso D. Fernando. Felizmente ou não, o matrimónio nunca se chegou a realizar, que o soberano português era um pouco instável nesta coisa de acordos com o reino vizinho.

Não sei ao que achar mais piada, se à ideia de termos um D. Fradique, se ao quanto o republicanismo de terra-queimada da Primeira República teria adorado para alvo um rei cujo nome anda perto de soar a "fradeco".

terça-feira, 24 de março de 2009

Nota do dia (i)

Hoje o dia começou com uma discussão com uma colega de apartamento. Tudo porque ela lembrou-se de ligar a máquina de secar roupa em pleno dia de sol e com um estendal livre. Para um número de peças que dá para contar com as duas mãos e ainda devem sobrar dedos. E já não é a primeira vez que o faz.

Há meninas anti-sociais de Cascais que nunca deviam sair do seu antro de vida despesista.