terça-feira, 8 de setembro de 2009

Pagãos portugueses: ao censo!

Há 20 anos atrás, foi feito um censo pagão nos Estados Unidos que originou a publicação deste livro - Voices from the Pagan Census. O estudo foi limitado, não só por se resumir a um âmbito nacional americano, mas também por falta de instrumentos como a internet. Isso e o facto de ter tido um ênfase fortemente wiccan.

Duas décadas depois, o censo é internacional, está online e houve uma tentativa de o alargar a todos os ramos, correntes e grupos de neopagãos. Ainda com falhas, é certo, que, por exemplo, o documento não lista os reconstrucionismos celta ou romano, mas deixa espaço para que cada um possa acrescentar a sua filiação religiosa. E vai ser possível comparar os resultados actuais com os de há vinte anos - detectando padrões de mudança ou de estabilidade nos Estados Unidos - assim como ter, finalmente, uma ideia concreta do número de neopagãos no mundo, para lá de estimativas e hipóteses. Isto é, se a participação for grande, muito grande.

Assim, é com agrado que deixo aqui o meu apelo à participação de todos os que, em Portugal, sejam neopagãos. Ou, àqueles que não o são, que passem a palavra a quem seja. Algumas informações extra podem ser lidas neste blogue e o documento pode ser preenchido aqui. Ao censo, meus caros!

5 comentários:

Elijah Keat disse...

Não sou neopagão, mas é uma religião que admiro muito e, creio, se eu tivesse queda para a religião seria aquela em que me sentiria em casa. Vou tratar de dibulgar ;)

Héliocoptero disse...

Neopaganismo é um termo que abrange não uma, mas dezenas de religiões diferentes, muita delas com subdivisões, cultos diferentes, códigos, crenças e práticas distintas e pontos de influência mútuos.

E obrigado por dibulgares ;)

Elijah Keat disse...

Desculpa a confusão, eu estava-me a referir exactamente à Wicca que, dentro do neo-paganismo, creio ser aquela que conheço melhor.

Héliocoptero disse...

Não tens nada que pedir desculpa ;)

Wicca é por regra a mais conhecida, porque é também a mais popularizada pela abundante literatura à venda. Mas atenção que mesmo a wicca tem imensas ramificações internas: mais ou menos iniciática, mais ou menos feminista, mais ou menos ritualista, focado num ou vários panteões, etc.

Elijah Keat disse...

Algo que não me importaria nada de explorar se, como já disse, tivesse inclinação para acreditar em deuses, como já tive outrora.